quinta-feira, 28 de julho de 2016

UE, Inglaterra e etnocentrismo

















A recente saída da Inglaterra da União Europeia causou grande impacto no mundo moderno, pois poderá vir a significar a implosão de um projeto de união de nações com objetivos únicos e determinados.
 A Antropologia criou um termo muito caro às Ciências Sociais, que é o Etnocentrismo – fenômeno que ocorre quando pessoas, povos ou nações reconhecem apenas a si mesmos como corretos e superiores, que é o que ocorre hoje em grande parte do mundo dito civilizado, como na Europa e nos EUA. A saída da Inglaterra da chamada “Zona do Euro”, ocorre em um momento de crise de imigração, notadamente no Oriente Médio, em razão principalmente da guerra na Síria, como temos visto constantemente pela imprensa. Esses imigrantes que chegam ao continente europeu não são bem vindos, em razão não somente por serem pobres, mas também por conta de seus costumes e sua cultura. O fato é que o Etnocentrismo tem provocado imensos conflitos sociais mundo afora, colocando em evidência a xenofobia e o racismo. A ação inglesa também expôs os limites da globalização, que tem se caracterizado apenas pelo viés econômico, excluindo assim milhões do processo de bem estar social. Fica claro que a verdadeira globalização deve contemplar, além dos aspectos econômicos, também a cultura, a religião e a liberdade de pensamento, sem os quais viveremos permanentemente em conflitos, em qualquer região do planeta.
 Por isso, a Antropologia criou também um outro termo muito humano, democrático e necessário: a Alteridade, termo que vem do latim alter, que significa “outro”. A Alteridade ou Outridade, é o exercício de reconhecer o outro em sua diferença, sem que isso implique julgamento de valor. Na sociedade do conhecimento e da informação, não basta somente conhecer, é preciso também sentir, pois como disse o grande cineasta Charles Chaplin, não somos máquinas, somos pessoas.

Publicação simultânea com o jornal A Tarde 

4 comentários:

  1. Bom dia Erivan! Você produziu um texto pertinente e atual, não podemos em um mundo globalizado pensar somente em nós, quando tantas pessoas estão passando por dificuldades. O que a Inglaterra fez saindo do bloco europeu foi olhar apenas para o próprio umbigo, sem levar em conta as questões econômicas e sociais que do próprio país e principalmente das pessoas de outros países que estão passando por um momento de muita dificuldade, tendo risco de perder o seu bem maior que é a vida.

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  2. Olá Erivan, bom dia! A visão etnocêntrica tem sido cruel e implacável desde tempos remotos... O Brasil mesmo... Quanto padeceu e padece a partir da visão europeia, não é mesmo?

    Amei seu texto... Parabéns!
    Lúcia

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